A PenArt é o veículo escolhido para concentrar e divulgar toda a atividade relacionada com o desenvolvimento dos projetos que conduziram à produção, em Portugal, de instrumentos de escrita projetados pelos seus mais premiados arquitetos.
Foi na Casa das Histórias Paula Rêgo, em Cascais, que no final de 2012, integradas no Projeto Premium, foram apresentadas as primeiras peças, então projetadas pelos Pritzker da nossa Arquitetura, Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura.
Entretanto, a iniciativa conduziu a que outros vinte prestigiados arquitetos portugueses, fossem convidados a apresentar também as suas propostas para instrumentos de escrita, dando-se, assim, início, ao projeto NexT.
A qualidade e a criatividade que todas estas propostas traduziram foi, necessariamente, um desafio a José Santos Grilo – o mentor da iniciativa – e à Engelma - assim recomeçando a sua atividade - para emprestarem a este projeto uma dimensão que não podia limitar-se aos objetivos de uma empresa, mas, necessariamente, a um projeto nacional, a ser entendido numa perspetiva de um país e de uma classe de profissionais que tanto o têm prestigiado por esse mundo além.
Infelizmente, a determinação em recorrer-se apenas à indústria nacional para a produção da totalidade dos modelos – cerca de cinquenta – passou por inesperadas dificuldades e surpreendentes comportamentos, que serão tema da “história das canetas portuguesas”, e da matéria que, em momento oportuno, aqui será divulgada. Sabemos que isso será indispensável para a compreensão do tempo decorrido para chegarmos aqui, mas terá, ainda assim, valido a pena porque não cedemos na qualidade que exigimos para este novo produto português, com todas as condições para se impor em qualquer parte do mundo.
Entretanto, este longo período, possibilitou uma avaliação de algumas realidades do país em matéria de meios disponíveis, não só em termos de produção, mas também em termos profissionais dos que, na área das Artes, começam ou pretendem iniciar a sua atividade, conhecimento esse que nos levou a considerar a criação de Centros de Desenvolvimento e Criatividade nas principais cidades do interior onde haja ensino dessa área, naturalmente em colaboração com as escolas e municípios das respetivas zonas.
Nestes casos direcionados para a produção de instrumentos de escrita destinados à população em geral, com o envolvimento criativo de alunos e profissionais residentes na zona, e recorrendo, preferencialmente a matérias-primas fáceis de obter localmente, e desde logo o bambu, material que já estamos a adoptar, inclusive em algumas peças de autor, nos projetos que temos em curso, ou não bastasse o maior centro produtor desse material na Europa, estar localizado no nosso país.